sexta-feira, 20 de abril de 2018

Saúde: 3 reportagens sobre depressão

Em 21/10/2017:

10 exemplos mostram claramente a diferença entre Tristeza e Depressão
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Quando o baixo-astral está demorando a passar, pode ser sinal de que o estado é mais do que Tristeza
Heloísa Noronha Colaboração para o UOL

19/10/2017 04h00

Há uma linha muito tênue que separa a Tristeza da Depressão. Autoconhecimento é fundamental para se dar conta, por exemplo, de que o baixo astral já dura há algum tempo e que o cansaço e a apatia parecem mais intensos do que o normal. Entenda quais são as principais diferenças para saber se precisa buscar ajuda.
1. Definição
Tristeza: é um sentimento.
Depressão: é uma doença.

2. Intensidade
Tristeza: assim como a dor, a raiva e o medo, cada um sente de um jeito.
Depressão: usando a própria experiência com a Tristeza como parâmetro, a pessoa percebe que é muito mais intenso. Pensamentos recorrentes: "isso me derrubou, eu não sou assim", "achava que era frescura", "não consigo pensar ou decidir" e "só penso em coisas ruins".

3. Motivos
Tristeza: a relação com o evento que a desencadeia é clara. A origem pode ter sido um rompimento amoroso, uma briga com um amigo, uma chateação no trabalho, saudade de uma fase mais feliz... Em alguns dias, simplesmente acordamos com o pé esquerdo. Porém, sempre é possível se recompor, pensar ou fazer outra coisa e espantar a Tristeza.
Depressão: pode haver um fator desencadeante, mas muitas vezes não há. Pelo menos, não claramente. ADepressão pode aparecer mesmo que a vida da pessoa esteja sem problemas relevantes. Isso não quer dizer que não haja, de fato, razões para estar deprimido. O que pode ou não se perceber é o tal "gatilho".

4. Sintomas
Tristeza: nem sempre é fácil distinguir os momentos de cansaço, preocupação e desânimo (reações normais do nosso corpo e da nossa mente às demandas da vida cotidiana) de sintomas depressivos, que seriam reações patológicas ou anormais.
Depressão: caracteriza-se pela presença de um conjunto de sinais e sintomas que se mantêm por pelo menos duas semanas consecutivas, dificultam a capacidade de dar conta do dia a dia e torne o jeito de ser da pessoa diferente do habitual. Parece que tiraram sua energia e jogaram fora. Nada muda seu humor e a irritabilidade não passa. Outros sinais: dificuldade para dormir, alterações de apetite, fadiga, perda do interesse pela vida em geral, negativismo, pessimismo, ansiedade elevada e, em alguns casos, pensamentos suicidas.

5. Duração
Tristeza: em geral, vai embora em até duas semanas.
Depressão: os sintomas não passam. Há casos em que podem até passar, mas sem o tratamento adequado demoram muito mais tempo. Pode levar até anos. E, com muita frequência, os sintomas que parecem ter cessado voltam (recaída). Ou parecem que vão melhorar e redobram de intensidade, algo a que os especialistas dão o nome de recrudescência. O pior dano é a permanência para toda a vida de sintomas que viraram crônicos.

6. Jeito de lidar com o luto
Tristeza: quando há uma perda, a aceitação acontece de maneira mais breve, sendo possível dar continuidade a vida sem grandes prejuízos. Aquela dorzinha da saudade pode permanecer, mas em um nível que não impede a pessoa de seguir em frente.
Depressão: as perdas são mais difíceis para a sua elaboração, prolongando a dor, trazendo a sensação de que aquele episódio é recente, mesmo que seja um luto antigo.

7. Apatia
Tristeza: em momentos de reflexão sobre escolhas na vida, a Tristeza pode aparecer quando o caminho a ser trilhado ainda não está bem definido ou decidido, acarretando incertezas.
Depressão: a pessoa não consegue fazer planos e projetos de vida, sejam eles profissionais ou pessoais, carregando a sensação de desesperança e grande vazio.

8. Pensamentos
Tristeza: mesmo numa fase baixo-astral, a pessoa consegue mesclar os pensamentos tristes com ideias construtivas e felizes, cultivando novamente a esperança.
Depressão: o pensamento do deprimido costuma recordar, com mais frequência, momentos nos quais houve desistências, perdas, erros e derrotas. As imagens mentais que surgem se concentram apenas no que foi negativo para a pessoa, gerando culpa.

9. Impacto nos relacionamentos
Tristeza: a pessoa restringe contatos e evita algumas situações sociais. Mas, logo que a Tristeza passa, as relações são retomadas.
Depressão: as relações tornam-se mais distantes. A pessoa vai ficando cada vez mais calada, pouco disponível a encontros e bate-papos com as pessoas. Não raro, prejuízos começam a aparecer no trabalho e na família.

10. Tratamento
Tristeza: na infância, pais ou cuidadores suavizam nossa Tristeza com beijinhos, abraços e palavras de consolo. Aprendemos a aceitar, enfrentar e superar e usamos esses recursos durante toda a vida. A Tristeza também pode ser driblada com lazer, programas divertidos, companhia dos amigos.
Depressão: as causas da Depressão, muitas vezes, não são identificadas em um primeiro momento, por isso é importante buscar ajuda profissional. Precisa ser tratada com terapia, medicamentos e mudanças nos padrões de vida. E, em alguns casos, com a orientação da família.
Fontes: Barbara Bastoni dos Santos, psicóloga do Hospital Assunção da Rede D’Or São Luiz; Guido Boabaid May, psiquiatra e CEO do laboratório GnTech; Licia Milena de Oliveira, psiquiatra e professora dos cursos preparatórios Medcel, e Luiz Scocca, psiquiatra membro da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria)

8 frases que você não deveria dizer a alguém com Depressão

Imagem: iStock

Carolina Prado e Marina Oliveira - Colaboração para o UOL

20/08/2017 04h00

Quando uma pessoa de que gostamos está em Depressão, queremos fazer de tudo para ajudar. Mas, muitas vezes, é difícil saber como agir. O diálogo ajuda, mas falar as palavras erradas pode atrapalhar bastante. Com a ajuda de especialistas, listamos 8 frases que devem ser evitadas -- e o que dizer no lugar delas:
Não diga: "Você precisa procurar ajuda”
Prefira: “Posso te ajudar a buscar ajuda especializada? Eu vou com você!”
É claro que quem tem Depressão precisa de ajuda: essa doença dificilmente se cura sozinha. Mas ao usar a primeira frase, o deprimido se sente atacado e pode se isolar ainda mais, por defesa. Dependendo do estágio em que está, a pessoa também não consegue procurar ajuda sozinha, por isso, é melhor se oferecer.

Não diga: "Como isso foi acontecer com você?"
Prefira: “Poderia acontecer com qualquer pessoa”
O transtorno tem diferentes causas -- biológicas, psicológicas e sociais -- e afeta 322 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Por isso, a primeira pergunta, na verdade, não tem resposta, e só fará o deprimido se sentir ainda mais culpado e derrotado.

Não diga: "Até quando você vai ficar assim?"
Prefira: "Nós vamos ajudá-lo pelo tempo que for preciso, até você melhorar"
Depressão não tem prazo de validade. Se o deprimido tivesse algum controle sobre a situação, sairia dela imediatamente. Portanto, perguntar até quando ele ficará assim é uma cobrança desnecessária. Você vai ajudar mais ao mantê-lo motivado: ao perceber qualquer melhora no quadro, faça um elogio. 

Não diga: "Por que você não sai dessa cama e vai se distrair?"
Prefira: “Vou abrir as suas janelas para entrar sol”
A sensação de inutilidade invade os depressivos e a frase só potencializa o sentimento. Não é ruim incentivar, mas dá para fazer isso sem lembrar o outro que ele não consegue sentir prazer. Pode ajudar expor a pessoa à luz natural, que deixa o organismo mais disposto ou ativo. Uma caminhada de mais de 20 minutos também é uma boa, porque libera endorfina.

Não diga: "Ah, para, as coisas não estão tão ruins assim!"
Prefira: "Eu imagino que não deva estar sendo fácil para você”
Na Depressão, é como se o indivíduo enxergasse o mundo com lentes cinza: a perspectiva dele é muito mais sombria. Por isso, chamá-lo de pessimista não vai mudar o que ele sente. É sempre a melhor opção não menosprezar a dor do outro, depressivo ou não. Aposte na empatia: deixe claro que você entende que a dor é real, mas que ele não está sozinho para lidar com ela.

Não diga: "Você tem que se esforçar"
Prefira: “Vamos enfrentar isso juntos!”
Por mais que o deprimido se empenhe para melhorar -- e, acredite, ele sempre tenta -- é invadido por uma Tristeza paralisante. Por isso, é muito importante que ele não se sinta sozinho nessa luta constante. Ajude-o a reconhecer pequenas conquistas e pequenos passos em direção à melhora, que é sempre gradativa.

Não diga: "Eu não te reconheço mais"
Prefira: “É uma questão de tempo para você voltar a ser como era antes”
É melhor dizer que as mudanças de comportamento são temporárias e fazem parte da Depressão. Também vale reforçar: embora a doença o faça acreditar que ele não é importante, para você, ele é, sim! É importante ajudá-lo a reconhecer o que é real e o que é um pensamento provocado pelo transtorno.

Não diga: "Você tem que ter fé na cura"
Prefira: “Sua fé pode ajudar, mas vamos buscar ajuda profissional também”
Para quem crê em algo superior, a fé pode ajudar a passar pelo momento. Mas um médico deve ser consultado, sempre, para diagnosticar o caso e orientar o tratamento, que pode exigir sessões de psicoterapia, medicamentos, além da prática de atividade física.

Fontes: Fabíola Luciano, psicóloga do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Eduardo Ferreira Santos, psiquiatra e psicoterapeuta de adultos e adolescentes. Angelica Takushi Sanda, psicóloga. Fernanda G. Moreira, psiquiatra, psicoterapeuta e professora da Unifesp. Fernando Fernandes, psiquiatra do Programa de Transtornos do Humor do Instituto de Psiquiatria da USP.


Equilíbrio


Se sentir esgotado não é normal e pode levar à Depressão; saiba o que fazer
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Imagem: Getty Images

Thais Carvalho Diniz - Do UOL

16/04/2017 04h00

"Estou esgotado!". Quem nunca disse essa frase que atire a primeira pedra. A sensação de que as energias --mentais e físicas-- chegaram ao fim é comum diante de uma situação recorrente de estresse. O esgotamento emocional está um passo atrás de um transtorno de ansiedade ou depressivo. E não há diagnóstico específico para ele. Entretanto, de acordo com Daniel de Sousa Filho, médico psiquiatra do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, é um evento reconhecido e ignorá-lo pode fazer o quadro se agravar e evoluir para tais patologias.
"Pacientes que já estão em um estado depressivo por Tristeza, irritabilidade, perda de interesses e pensamentos de morte relatam que passaram por períodos de intenso estresse no trabalho e na vida pessoal. O acúmulo do esgotamento pode piorar a ponto de a pessoa não conseguir sair da cama, não ter vontade de viver, que também são entendidos como sinais de Depressão".
O psicólogo José Roberto Leite, professor do departamento de psicobiologia da EPM da Unifesp (Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo), considera o esgotamento a terceira fase do processo de estresse, quando o indivíduo entra em exaustão.
"Estar envolvido emocionalmente com uma situação estressante por um longo período faz o organismo liberar hormônios que levam a reações somáticas, como perda de cabelo, dermatites, sudorese intensa, insônia, dores de cabeça, entre outras".

José Roberto afirma ainda que chegar a esse “pico” é algo individual de cada ser humano. Uma mesma situação atinge as pessoas de maneiras diferentes. "Alguns indivíduos têm uma tendência comportamental maior à catastrofização, como se tudo estivesse indo por água abaixo". Segundo o psicólogo, isso está nas entrelinhas de frases como "eu não aguento mais”.
O especialista em inteligência emocional Rodrigo Fonseca diz que pouco importa o nome --esgotamento, estafa, estresse--, mas sim as reações que vêm com esse excesso de emoções, principalmente a ansiedade e o medo desproporcional. Ele explica que alguns dos sinais mais comuns são irritabilidade, choro fácil e angústia. Entre as consequências, a perda de memória.
Na verdade, a pessoa não chega a perder uma informação porque ela sequer consegue registrar aquilo  
Rodrigo Fonseca, presidente da SBie (Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional)

O que fazer

É claro que a terapia é um caminho a ser seguido para retomar o controle da própria vida. Mas o psiquiatra Daniel afirma que estratégias simples podem ajudar a lidar com o esgotamento. Diferente de um quadro depressivo ou de ansiedade que, na maior parte das vezes, precisam de psicoterapia e medicamentos no tratamento. Portanto, fique de olho nas ficas abaixo:
1. Tire férias
2. Diminua as atribuições em casa e no trabalho
3. Tenha um hobby
Mesmo que seja voltar a frequentar a academia regularmente. "Em momentos de estresse exacerbado, é importante olhar para si e retomar os cuidados pessoais", fala o especialista do Einstein. 
4Coloque sono e alimentação em dia
"O objetivo deve ser relaxar e conseguir voltar às rotinas. Essa simples atitude pode ajudar bastante". 
5. Dê maior importância às relações sociais
Algumas pessoas não conseguem se autoavaliar e precisam do auxílio de terceiros. "Família, amigos, colegas de trabalho nos dão suporte em momentos como esse. Se você mesmo não consegue se enxergar, são eles que vão sinalizar que a situação não está normal".

Comportamento

Delevingne e a depressão na adolescência: "Me fez perder o desejo de viver"


Do UOL, em São Paulo

30/09/2017 18h30

Talvez seja difícil acreditar, mas Cara Delevingne, modelo, atriz, cantora e agora ainda escritora, famosa mundo afora, respeitada pelo seu trabalho e mulher de muitos privilégios, é uma das 350 milhões de pessoas no mundo que sofrem ou já sofreram com os sintomas da depressão.
Em entrevista à revista "The Edit", Cara revelou que durante sua adolescência pensou até mesmo em tirar a própria vida por causa da doença, e que lutava contra uma espécie de “ódio próprio”.
“Eu me odiava por estar deprimida. Odiava sentir as sensações da depressão.”

Cara, na capa da "The Edit"Imagem: @caradelevingne
Ela, que aos 25 anos está preparando seu primeiro livro, intitulado “Mirror, Mirror” (Espelho, Espelho - em tradução livre) sobre quatro adolescentes "desajustados", disse ainda que "sempre se sentiu estranha e diferente de todos quando adolescente, como numa montanha-russa para o inferno". Agora, porém, a modelo já passou pelos momentos mais sombrios da depressão e está segura. “Sinto que posso ser eu mesma, posso ser feliz. Demorou, mas consegui. Na verdade, eu tive que aprender.”
Quando questionada sobre por que trazer sua experiência a público, ela respondeu destacando a importância de se falar abertamente sobre depressão. “Só assim as pessoas vão poder te ajudar.”
Esta não é a primeira vez que Cara fala abertamente sobre sua saúde mental. Em outras entrevistas, ela comentou sobre ideação suicida e como a medicação e tratamentos psicológicos a ajudaram a combatê-la.

2 comentários:

  1. Did you check my new article about best rhinoplasty recovery clinic .I hope you will love it :)

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  2. Dear Parvina, I read your article and really enjoyed it! Congratulations on the text and the message you gave everyone considering rhinoplasty surgery. Greetings.

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