domingo, 15 de abril de 2018

Hebraico nos nomes de Estados e cidades no Brasil

19/10/2011:
Estimados
Esta pra mim é novidade apesar do Prof Amaro Quintas nas aulas de Historia do Brasil já dizia que os Hebreus vieram por estes lados com os Fenícios em busca de madeira e esmeraldas mandados pelo rei Salomão quando queria construir o templo sagrado em Jerusalém e a região não possuía madeira para tal. Conclui ele que como o Rio Amazonas carrega areia e deposita no sul do continente norte americano, em pesquisas posteriores encontraram aí cabos de espadas com inscrições de letras do alfabeto hebraico. Eu sempre tive umas duvidadas conquanto as palavras de nomes de cidades e capitanias que até hoje existem como tal e que de uma maneira ou outra tem o som de palavras hebraicas. (nos parêntesis)
RECIFE
Acoradouro ou plataforma (Retsif)
MACEIÓ
Lendas (massiót)
GOIÁS
Povo bravo ou guerreiro (Goy Az)
PARÁ
Vacas (Pará)
PARANÁ
Vacas bonitas (Pará Naá)
BELÉM
Padaria (Beith Lehem)
ACRE
(Akko)
CEARÁ
Tempestade ( Seará)
AMAZONAS
Povo Depravado ou de putas (Am Hazonot)
BRASIL* ou BRAZIL
Ferruginoso do mineral Ferro (Barzel)
Sei que os filólogos e entendidos vão dizer que tudo tem origem nas línguas indígenas nativas e que tudo isso são besteiras sem fundamento. Não discuto! Se fosse uma somente, seria coincidência, duas, ainda coincidencia, três também, mas tantas assim? Devo estar bêbado e vou dormir! É muita coincidência mesmo!
PAULO LISKER.
Vejam comentário abaixo.
Escritora, Doutora em Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaica (USP), Professora Adjunta (UERJ), fundou e coordenou o Setor de Hebraico e o Programa de Estudos Judaicos da UERJ ,ex- coordenadora do Setor de Hebraico da UFRJ, Jane Bichmacher de Glasman nos fala da presença judaica no Brasil em tempos bíblicos do rei Salomão, quando o monarca teria enviado naus fenícias em busca de ouro, prata e madeiras nobres para a construção do Templo, em viagens que duravam três anos. Aí vai a entrevista. .Quais os registros históricos da presença judaica no Brasil?
-Os registros oficiais - excetuando o período da dominação holandesa - só iniciam no século XIX, após o término da Inquisição portuguesa (1773) e com a vinda da Família Real ao Brasil (1808), que a partir do tratado de abertura de portos passou a admitir não católicos no país; os "cristãos-novos" dão então lugar aos judeus. Embora a presença judaica "oficial" no Brasil remonte ao século XVII, quando judeus dos Países Baixos se instalaram na colônia holandesa de Pernambuco, pode-se dizer que sua história no Brasil se confunde com a do país. Desde o descobrimento do país até o presente, os judeus, abertamente ou não, participaram do processo de formação da nacionalidade. O primeiro contrato de exploração do pau-brasil foi obtido por um consórcio de cristãos-novos, encabeçado por Fernando de Noronha. Costuma-se atribuir a ele e a Gaspar da Gama, intérprete da frota de Cabral, a mudança do nome do país para Brasil. Foram também cristãos-novos filhos de sefaradim que trouxeram as primeiras mudas de cana-de-açúcar da Ilha da Madeira e de São Tomé para o Brasil. Assim como milhares que participaram da colonização. Em 1591 a Inquisição veio à Bahia e em 1624 foram processados 25 dentre eles. Todavia, a sua história não acompanha a do Brasil. Por exemplo, a ocupação holandesa, foi o ápice do desenvolvimento da coletividade judaica local, ocorrendo o inverso na fase subsequente. Assim, ao estudar a presença judaica no Brasil seguimos os fatos que repercutiram especificamente na vida individual e coletiva dos judeus.
E sobre o nome Brasil?
O nome Brasil é anterior ao país. Aparece cerca de 500 anos antes de 1500. As raízes etimológicas de Brasil são controversas, sendo as principais um corante (extraído de um mineral), uma árvore (de onde também se extraía corante) ou uma ilha (mítica). A principal origem do nome Brasil repassado ao nosso país é o pau-brasil, também conhecido como pau-ferro ou ainda pau-tinta por causa de sua cor vermelho-alaranjada, como a ferrugem, ou devido à cor da madeira lembrar brasas de fogo. Ressaltando um dos nomes da árvore: pau-ferro - metal que enferruja gerando a cor mencionada - reforça-se a tese da origem hebraica, língua na qual ferro é barzel. Existe uma semelhança fonética entre Brasil e barzel; além disso, o hebraico não é vocalizado e as duas palavras possuem as mesmas consoantes: as letras hebraicas Beit, Resh, Zayin e Lamed (BRZL).
.Há teorias de que, no período bíblico do rei Salomão, israelitas participaram da navegação em aliança com os fenícios em busca de ouro no Brasil. Isso procede?
-A partir de achados arqueológicos e linguísticos, numerosos escritores - leigos e religiosos, judeus, católicos e protestantes - desenvolveram teses e tratados literários que sugerem uma presença judaica no Brasil desde o período bíblico, no reinado de Salomão, tendo chegado os israelitas com as navegações feitas em aliança com os fenícios, especialmente na Amazônia, mencionada, entre outros: nos Diálogos das Grandezas do Brasil, de 1618, atribuído a Ambrósio Brandão; pelo Padre Simão de Vasconcellos, em 1663, na sua Crônica da Companhia de Jesus; por Antonio Ribeiro dos Santos, escritor português do século XVIII. Dom Henrique Onffroy de Thoron, etnólogo do século XIX (conhecedor de hebraico, tupi e quíchua) empenhou-se em provar que o relato do livro dos Reis refere-se a localidades no Amazonas; tentou demonstrar cientificamente suas ideias, por meio da filologia e da linguística.
.Pesquisas apontam que o pau-brasil já foi denominado de "madeira judaica". Comente.
-A expressão se justifica tanto em função do aspecto histórico (terem sido os judeus cristãos-novos os responsáveis pela exploração do pau-brasil desde o "achamento" português, num consórcio liderado por Fernão de Noronha) quanto pelo aspecto etimológico, linguístico (a origem do nome da madeira - e do próprio país - derivar do vocábulo hebraico barzel, que significa ferro).

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